O Governo sul-africano diz estar a abordar o assunto da xenofobia com muita responsabilidade, estando a discutir soluções, tanto ao nível do Conselho de Ministros, assim como do Parlamento, além de campanhas de diálogo e sensibilização aos líderes religiosos mais influentes, os comunitários, no sentido de poderem prevenir estes actos.
A garantia foi transmitida à ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, pela sua homóloga sul-africana, Nomakhosazana Meth, durante um encontro havido quinta-feira passada, no qual foi abordada a segurança de mineiros e agricultores moçambicanos em face aos ataques xenófobos na República da África do Sul.
Numa entrevista ao jornal Domingo, a governante moçambicana diz ter recebido garantias de que as autoridades sul-africanas estão também a promover denúncias dos promotores. “Portanto, eles sensibilizam e apelam às comunidades para denunciar os autores dos ataques xenófobos, de modo a levá-los à justiça”.
Ivete Alane acrescentou que as autoridades sul-africanas estão a sensibilizar os empregadores para que não paguem salários abaixo dos mínimos estabelecidos. De igual modo, os empregadores são apelados para garantir melhores condições de trabalho. “Isto é, o Governo sul-africano tem estado a levar esta questão da xenofobia com muita responsabilidade e a fazer de tudo para poder combater e colmatar estes actos”.
Na semana passada, Alane esteve na África do Sul para se inteirar da situação dos migrantes moçambicanos e prestar o devido apoio. Aliás, sublinhou que Moçambique e África do Sul têm acordos firmados no sector do emprego.
Na África do Sul existem 18 514 trabalhadores moçambicanos, no âmbito dos contratos celebrados. Destes, 15 293 são do sector das minas e 3211 nas farmas. “Este é o universo que nós, através da nossa representação do trabalho, portanto, o Serviço de Administração do Trabalho aqui na África do Sul, controlamos directamente”.
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