O impasse sobre o início da maior festa do futebol nacional parece estar a chegar ao fim. Apesar das nuvens cinzentas que pairavam sobre o arranque do Moçambola 2026, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Alberto Simango Júnior, veio a público na Matola para dar garantias de que a bola vai rolar ainda este mês.
O dirigente máximo da LMF assegurou que, embora as datas exatas ainda não tenham sido carimbadas no calendário, o processo está na recta final. “Tudo está bem encaminhado para que tenhamos o Moçambola 2026 ainda neste mês de Abril”, afirmou Simango, indicando que o anúncio do sorteio e da Assembleia Geral poderá acontecer já na terceira semana do mês em curso.
O grande obstáculo para o pontapé de saída tem sido o custo logístico. Recentemente, a preocupação subiu de tom quando se soube que a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) apresentou uma factura que pode oscilar entre os 118 e os 236 milhões de meticais para o transporte das caravanas desportivas.
De acordo com dados avançados pela Lance, este valor é considerado incomportável para a gestão da Liga, o que forçou uma maratona de negociações entre as duas instituições. Alberto Simango Júnior confirmou que as conversas de quarta-feira, 8 de Abril, foram produtivas e que se busca um desfecho satisfatório para viabilizar o campeonato no sistema de todos contra todos.
Depois de falhadas as datas anteriormente previstas de 28 de Março e 4 de Abril, a pressão sobre a LMF aumentou. Contudo, Simango recusa o termo “atraso”, preferindo focar-se na organização rigorosa para evitar interrupções. O presidente sublinhou que é preferível uma preparação sólida que garanta o decurso normal da prova para o bem de clubes e espectadores.
No que toca à sustentabilidade financeira, os patrocinadores habituais já reiteraram o compromisso em apoiar a competição. Embora o país enfrente desafios económicos, a LMF assegura que os parceiros estão alinhados para garantir os desembolsos necessários.
A cautela da direcção da Liga prende-se com a crise sem precedentes vivida no ano passado, quando a prova foi interrompida a apenas três jornadas do fim por falta de verbas. Para 2026, a ordem é de auditoria e transparência, com Simango Júnior a prometer que as condições estão a ser consolidadas para que o campeonato regresse com a dignidade que o futebol moçambicano merece.
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