Mozal diz ter feito “de tudo” para evitar encerramento

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A fundição de alumínio Mozal anunciou o encerramento das suas operações, afirmando ter esgotado todas as alternativas para garantir a continuidade da actividade, após o fracasso das negociações sobre o preço da electricidade.

Segundo informações avançadas pelo Canal de Moçambique, a empresa, participada pela multinacional australiana South32, não conseguiu alcançar um acordo que permitisse manter a competitividade internacional da unidade industrial, considerada estratégica para a economia nacional.

As negociações para a revisão da tarifa energética terão decorrido durante cerca de um ano, envolvendo o Governo moçambicano e entidades fornecedoras de energia, entre as quais a Hidroeléctrica de Cahora Bassa e a sul-africana Eskom. Apesar dos contactos permanentes entre as partes, persistiram divergências quanto ao custo máximo da energia necessário para sustentar a produção.

De acordo com a mesma fonte, a Mozal já havia anunciado, em Agosto do ano passado, a suspensão de novos investimentos e o início da dispensa de trabalhadores, prevendo o fim das operações em Março de 2026, coincidindo com o término do actual contrato de fornecimento eléctrico.

Responsáveis da empresa indicam que o custo da energia representa uma fatia significativa das despesas operacionais de uma fundição de alumínio, defendendo que tarifas acima dos padrões internacionais tornam inviável a manutenção do negócio.

O encerramento da Mozal deverá ter impacto relevante na economia moçambicana, tendo em conta o peso da empresa nas exportações, no emprego e na captação de investimento estrangeiro desde o início das suas actividades no país.

Imagem: DR

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