Marrocos recorre das sanções da CAF enquanto Senegal aceita punições após final da CAN

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A Confederação Africana de Futebol (CAF) aplicou duras sanções disciplinares ao Senegal e a Marrocos na sequência dos graves incidentes registados durante a final da Taça das Nações Africanas (CAN) 2025/2026, disputada a 18 de Janeiro de 2026, marcada pela retirada da selecção senegalesa do relvado, invasão de campo por adeptos e episódios de violência no estádio.

Segundo as decisões emitidas pelo Comité Disciplinar da CAF, a Federação Senegalesa de Futebol (FSF) foi multada em cerca de 615 mil dólares norte-americanos, valor que resulta de penalizações por conduta imprópria dos adeptos, comportamento antidesportivo de jogadores e equipa técnica, bem como infrações disciplinares acumuladas durante o encontro.

No plano individual, o seleccionador nacional do Senegal, Pape Bouna Thiaw, foi suspenso por cinco jogos em competições organizadas pela CAF e multado em 100 mil dólares, por ter ordenado a retirada da equipa do terreno de jogo. Os jogadores Ismaïla Sarr e Iliman Cheikh Baroy Ndiaye receberam suspensões de dois jogos cada, devido a comportamentos considerados antidesportivos para com a equipa de arbitragem.

Apesar das penalizações, a FSF anunciou que não irá recorrer das decisões, assumindo integralmente a responsabilidade financeira pelas multas aplicadas à associação, à equipa técnica e aos jogadores, conforme previsto no Código Disciplinar da CAF.

Do lado marroquino, a Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) foi sancionada com multas que totalizam cerca de 315 mil dólares, incluindo penalizações por conduta inadequada de jogadores e membros da equipa técnica, interferências na área do VAR, utilização de lasers por parte dos adeptos e comportamento impróprio de apanha-bolas durante o encontro.

A nível individual, o internacional marroquino Ismaël Saibari foi suspenso por três jogos da CAF e multado em 100 mil dólares, enquanto Achraf Hakimi recebeu uma suspensão de dois jogos, sendo um deles suspenso condicionalmente por um período probatório de um ano.

Em comunicado oficial, a federação marroquina manifestou o seu desacordo com a proporcionalidade das sanções e anunciou a decisão de recorrer das penalizações, considerando que as medidas aplicadas não reflectem adequadamente a gravidade global dos acontecimentos.

A CAF confirmou ainda que as suspensões impostas se aplicam exclusivamente a competições sob a sua jurisdição, não afectando outras provas internacionais, e rejeitou qualquer pedido de anulação do resultado da final, mantendo a vitória do Senegal por 1-0.

Os incidentes da final da CAN reacenderam o debate sobre segurança, arbitragem e disciplina no futebol africano, enquanto se aguarda o desfecho do recurso apresentado pela federação marroquina.

Imagem: DR

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