ExxonMobil garante 150 mil milhões de dólares para os cofres do Estado moçambicano

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O sector de hidrocarbonetos em Moçambique volta a ganhar um novo fôlego com as recentes actualizações sobre o projecto Rovuma LNG. Durante a 12ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique, em Maputo, a ExxonMobil confirmou que o país poderá arrecadar receitas fiscais na ordem dos 150 mil milhões de dólares ao longo da vida do empreendimento.

Arne Gibbs, Director Geral da ExxonMobil Moçambique, destacou que o projecto não trará apenas ganhos futuros. Segundo o responsável, a economia nacional começará a sentir o impacto positivo logo na fase de construção, através de contratos com empresas locais e uma maior dinamização da banca comercial.

A aposta na industrialização é um dos pilares centrais desta nova fase. A petrolífera está a investir 3 milhões de dólares num estudo detalhado para viabilizar o uso do gás doméstico, visando actualizar o Plano Diretor de Gás de Moçambique. Este passo é visto como fundamental para criar novas cadeias de valor, especialmente na província de Cabo Delgado.

O foco não está apenas na exportação, mas também em como o gás pode transformar a indústria interna. A ideia é que o recurso sirva de motor para o surgimento de novas fábricas e serviços, gerando um ciclo de desenvolvimento sustentável que beneficie directamente as comunidades locais.

No que toca ao capital humano, os números são animadores. O projecto prevê a criação de mais de 5.000 postos de trabalho. Para garantir que estas vagas sejam preenchidas por moçambicanos, está previsto um investimento de 40 milhões de dólares em formação profissional durante a fase de construção.

O plano de capacitação pretende formar cerca de 250 estudantes por ano em áreas estratégicas como engenharia, logística e gestão de projectos. Este investimento visa preparar a juventude para os desafios técnicos da indústria extractiva, assegurando que o “know-how” permaneça no país.

O optimismo em torno do Rovuma LNG é reforçado por um cronograma cada vez mais concreto. A ExxonMobil aponta o segundo semestre de 2026, mais especificamente o mês de Setembro, como a meta para a Decisão Final de Investimento.

Se este prazo for cumprido, os primeiros contratos de compra e venda de gás deverão ser firmados até ao final de 2027. Com estes avanços, Moçambique consolida-se como um actor estratégico no mercado energético mundial, prometendo uma transformação profunda na sua estrutura económica nos próximos anos.

Imagem: DR

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