Cancelamentos sucessivos de voos da LAM revoltam passageiros

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As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) enfrentam uma crescente vaga de indignação por parte dos seus clientes, após uma série de cancelamentos e reprogramações de voos que se têm repetido com preocupante frequência nas últimas semanas.

Em menos de um mês, a companhia aérea estatal moçambicana emitiu pelo menos três comunicados oficiais a informar perturbações graves na sua operação. A 4 de Fevereiro, o mau tempo em Chimoio impediu a aterragem do voo TM110, provocando o cancelamento das ligações entre Maputo e Vilankulo. A 9 de Fevereiro, problemas técnico-operacionais justificaram o cancelamento simultâneo de três rotas — Maputo-Tete-Maputo, Maputo-Vilankulo-Maputo e Maputo-Xai-Xai-Maputo. Já a 19 de Fevereiro, novos constrangimentos técnicos forçaram a reprogramação dos voos na rota Maputo-Chimoio-Tete-Maputo para o dia seguinte.

Em todos os casos, a LAM limitou-se a pedir desculpa pelos transtornos e a prometer reacomodar os passageiros nos voos do dia seguinte — uma solução que muitos consideram insuficiente face aos prejuízos reais causados a quem depende destes serviços para trabalho ou compromissos inadiáveis.

A recorrência das perturbações levanta questões sérias sobre o estado da frota e a capacidade de manutenção técnica da companhia, bem como sobre os mecanismos de compensação aos passageiros prejudicados — matéria em que a LAM permanece notoriamente vaga nas suas comunicações oficiais.

Imagem: DR

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