O futebolista moçambicano Reinildo Isnard Mandava, atualmente ao serviço do Sunderland AFC, anunciou oficialmente nas suas redes sociais a sua despedida da Seleção Nacional de Moçambique, após uma carreira marcada por dedicação, conquistas e superação.
Em comunicado emotivo, o lateral-esquerdo de 31 anos explicou que a decisão se deve a uma lesão grave sofrida há alguns anos, que, apesar de controlada, tornou mais difícil conciliar os compromissos do clube na Premier League inglesa com a exigência das longas deslocações e fusos horários da competição internacional.
“Escrevo estas palavras com o coração cheio de gratidão, emoção e respeito. Foi uma jornada que começou quando ainda era apenas um miúdo, cheio de sonhos, e hoje sinto que é chegada a hora de fechar este ciclo tão bonito e tão marcante da minha vida”, afirmou Mandava.
O jogador recordou a sua trajectória desde os primeiros clubes em Moçambique — Ferroviário da Beira e Liga Desportiva de Maputo — até à aventura europeia, que passou pelo Benfica B, AD Fafe, SC Covilhã, Belenenses SAD, LOSC Lille e Atlético de Madrid, destacando-se com títulos como o da Ligue 1, o Trophée des Champions e a distinção de melhor lateral-esquerdo em França.
Mandava destacou ainda o impacto da Seleção na sua vida pessoal: “A Seleção Nacional foi, e será sempre, uma parte essencial da minha história — moldou-me como homem, atleta e exemplo para os meus filhos. Entre alegrias e desafios, incluindo a perda da minha mãe e a construção da minha família, levei sempre a nossa bandeira comigo por onde quer que jogasse.”
O internacional moçambicano afirmou que a despedida foi pensada para acontecer após o Campeonato Africano das Nações (CAN 2025), em Marrocos, tendo terminado o torneio com a camisola nacional, “dando tudo até ao último minuto, como sempre fiz”.
Reinildo Mandava recebeu a Medalha de Mérito Desportivo, um dos maiores reconhecimentos para um atleta, mas garante que o que mais valoriza são as memórias, os hinos, os sorrisos dos adeptos e os abraços no balneário.
“Saio com o coração cheio e a cabeça erguida. Continuarei sempre a torcer pela Seleção, agora do lado de fora, como adepto apaixonado e como pai que quer que os seus filhos cresçam a ver Moçambique a sonhar e a vencer”, concluiu.
A despedida de Mandava marca o fim de uma era para a Seleção Nacional e deixa um legado de profissionalismo, entrega e inspiração para as gerações futuras.
Imagem: FMF