O preço do barril de petróleo bruto registou uma subida de 3,48% no dia 22 de abril de 2026, fechando a sessão nos 101,91 dólares norte-americanos, num cenário marcado por instabilidade global.
Os dados mais recentes, divulgados pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), refletem a pressão constante que os conflitos no Médio Oriente continuam a exercer sobre o mercado energético global. Durante o dia 22 de abril, o valor do crude oscilou entre um mínimo de 96,54 dólares e um máximo de 102,31 dólares.
Esta volatilidade nos preços internacionais é um factor determinante para a economia moçambicana. Como importador de derivados de petróleo, Moçambique é directamente afectado pelas flutuações das cotações nas bolsas mundiais. O aumento do crude encarece os custos de importação, o que gera desafios na gestão dos preços de venda ao público praticados pela Autoridade Reguladora de Energia (ARENE).
A incerteza geopolítica impede uma estabilização do preço, obrigando governos e empresas a navegarem num ambiente de custos operacionais elevados, que se traduzem, invariavelmente, no preço dos combustíveis na bomba.
A subida observada nesta última semana está associada, primordialmente, aos riscos logísticos no Médio Oriente. A tensão em rotas marítimas estratégicas aumenta os prémios de risco e os custos de frete, elementos que os mercados financeiros prontamente repercutem no preço final do barril.
Para os leitores que acompanham o sector, a tendência é de cautela. O mercado continua a reagir a cada notícia sobre a situação geopolítica, tornando o preço do crude um dos indicadores mais voláteis — e vigiados — da actual conjuntura económica mundial.
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