Governo e TotalEnergies anunciam a retoma do projecto Mozambique LNG em Cabo Delgado

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O Presidente da República, Daniel Chapo anunciou, hoje, em Afungi, distrito de Palma, em Cabo Delgado, a retomada, em definitivo, do projecto Mozambique LNG Golfinho/Atum, de exploração de gás natural liquefeito (GNL), na Área 1 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, quase cinco anos após a suspensão.

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“É com renovada esperança que nos dirigimos hoje, aos presentes neste local e a todo o povo moçambicano, do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico, e na diáspora, para assinalarmos a retoma efectiva, total e completa do projecto de gás natural liquefeito da Área 1 na Bacia do Rovuma, Mozambique LNG, liderado pela Total” anunciou na cerimónia de relançamento do projecto.

A TotalEnergies suspendeu o projecto em Maio de 2021 na sequência de ataques terroristas nas proximidades das suas instalações, em Afungi. Em Outubro a multinacional anunciou o levantamento da suspensão da cláusula de Força Maior.

Aos jornalistas, Chapo disse que a situação actual é, de longe, melhor do que a de 2017, quando haviam vilas ocupadas, diferentemente de hoje. Entretanto, reconheceu haver ataques isolados.

Ele explicou que a decisão pela retoma do projecto considerou questões objectivas de segurança, a partir de uma avaliação multilateral entre o Governo e as concessionárias.

“Neste momento que estamos aqui a fazer o lançamento da retoma do projecto, não há nenhuma vila de um distrito da província de Cabo Delgado que se encontra ocupada” disse, considerando tratar-se “um sinal claro da melhoria da segurança. Mas tem havido ataques esporádicos nas aldeias… mas toda essa situação neste momento é melhor que aquela em que nós nos encontrávamos”.

À imprensa, o Presidente do Conselho de Administração da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, revelou que a sua única preocupação com a paralisação do projecto era sobre a segurança, pelo que começou a considerar a suspensão da cláusula de Força Maior após a visita de Daniel Chapo ao Ruanda.

“Foi um momento muito importante. A partir desse momento, para mim e para a concessionária, ficou claro que nós e o Estado moçambicano iríamos levantar a Força Maior” disse.

O projecto Mozambique LNG  da TotalEnergies foi aprovado em 2019, com um investimento de mais de 20 mil milhões de dólares, foi condicionado nos últimos quatro anos pelos ataques terroristas na província de cabo delgado, em 2021 na sequência de violentos ataques a petrolífera o que obrigou a suspensão de actividades, enquanto estava em curso o desenvolvimento da construção de uma central para a produção e exportação de gás natural na baía de afungi. Com uma produção estimada em cerca de 13 milhões de toneladas anuais (mtpa) de GNL, que actualmente segundo a petrolífera está desenvolvido em 40%.

“O projecto vai ser uma fonte energética para Moçambique e para a região…” disse Pouyanné, durante o discurso de ocasião.

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