O seleccionador nacional moçambicano Francisco Conde, conhecido como Chiquinho Conde, renovou oficialmente o contrato que o liga à Federação Moçambicana de Futebol, colocando fim a um período de negociações que se prolongava desde o término do vínculo anterior, a 31 de Janeiro de 2026.
De acordo com informações avançadas pelo portal desportivo LanceMZ, o acordo foi finalmente assinado na sexta-feira, 20 de Março, após a conclusão da análise jurídica entre as partes. O novo contrato tem efeitos retroactivos desde 1 de Fevereiro de 2026 e prolonga-se até 31 de Julho de 2027, período durante o qual o treinador continuará responsável pela condução dos Seleção Nacional de Futebol de Moçambique.
O principal objectivo estabelecido no novo vínculo passa pela qualificação para o Campeonato Africano das Nações 2027, cuja fase final será organizada conjuntamente por Tanzânia, Quénia e Uganda, entre 19 de Junho e 18 de Julho do próximo ano.
Caso Moçambique não consiga garantir a qualificação na campanha que arranca em Setembro de 2026, o contrato prevê a possibilidade de rescisão a partir de 16 de Novembro, com o seleccionador a ter direito a uma compensação correspondente a dois meses de salário.
Salário histórico no futebol moçambicano
Com a nova ligação, Chiquinho Conde passa a auferir cerca de 1.460.000 meticais mensais (aproximadamente 22.500 dólares), valor bruto que representa uma subida significativa face ao contrato anterior e que o coloca como o seleccionador mais bem pago de sempre no futebol moçambicano.
Além da remuneração do treinador, a FMF terá igualmente de assegurar uma verba fixa de 250 mil meticais destinada à equipa técnica, cabendo ao próprio Conde definir o número de adjuntos e os respectivos vencimentos.
O presidente da federação, Feizal Sidat, já havia indicado dias antes que a continuidade do técnico seria confirmada em breve, cenário que agora se concretiza. Assim, encerra-se um processo negocial marcado por polémicas e incertezas sobre o futuro da selecção nacional.
Com o contrato assinado, Chiquinho Conde mantém-se na liderança dos Mambas e prepara-se para uma nova etapa, centrada na ambição de levar Moçambique a uma presença na principal competição de selecções do continente africano.
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