Países europeus como Alemanha, Reino Unido, a Itália, França e Grécia descartaram, oficialmente, um pedido de apoio de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), para intervenções militares contra o Irão.
“Esta não é a nossa guerra, não a começamos” disse ontem o Ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.
Ele questionou o papel de fragatas europeias no Estreito de Ormuz perante o poderio militar dos EUA.
“O que Donald Trump espera de um punhado de fragatas europeias no Estreito de Ormuz que a poderosa Marinha dos EUA não consiga controlar sozinha? Esta é a pergunta que me faço”.
O Primeiro-Ministro, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido não se deixaria “arrastar para uma guerra mais ampla”.
O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou na segunda-feira que “a diplomacia precisa prevalecer” e que seu país não está envolvido em nenhuma missão naval que possa ser estendida à região.
A Grécia, que abriga o quartel-general da Operação Aspides, também afirmou na segunda-feira que não vai se envolver em nenhuma operação militar no Estreito de Ormuz.
Austrália, França e Japão afirmaram não ter planos de enviar navios de guerra.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, reunidos na segunda-feira, decidiram não ampliar o âmbito de actuação da sua pequena missão naval no Mar Vermelho.