Grafite moçambicano vai abastecer indústria japonesa de carros elétricos

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A mina de Balama, na província de Cabo Delgado, vai fornecer entre 34 mil e 68 mil toneladas de grafite natural ao mercado japonês ao longo dos próximos sete anos, anunciou a mineradora australiana Syrah Resources, concessionária do projecto no norte de Moçambique.

Segundo a empresa, o acordo plurianual prevê o fornecimento da matéria-prima utilizada no fabrico de ânodos para baterias de carros elétricos, reforçando o papel estratégico do grafite moçambicano na cadeia global de produção de veículos elétricos.

De acordo com a Deutsche Welle, o contrato foi celebrado com a empresa NextSource e contempla entregas a partir de junho, destinadas a uma unidade de produção de ânodos que está a ser instalada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Posteriormente, o material deverá abastecer um cliente japonês do setor industrial ligado às baterias.

Em comunicado dirigido aos mercados, a Syrah sublinha que “o acordo reforça a importância crítica do grafite natural de Balama para a cadeia de suprimentos de ânodos e baterias fora da China”. A empresa destaca ainda a “posição única” da mina como fornecedora de grafite natural de alta qualidade e em grande volume, numa altura em que cresce a procura mundial por matérias-primas essenciais à transição energética.

A mina de Balama é considerada uma das maiores reservas de grafite do mundo e tem sido apontada como um activo estratégico para Moçambique, num contexto de expansão da indústria global de mobilidade elétrica.

Imagem: DR

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