A União Africana reintegrou a República da Guiné-Conacri, após ter sido suspenso em 2021, na sequência de um golpe de Estado que derrubou o Presidente Alpha Condé.
A readmissão da Guiné Conacri foi decidida pelo Conselho de Paz e Segurança da UA, que analisou em Adis Abeba, Etiópia, a situação política na República da Guiné.
Para chegar à decisão, a organização continental analisou as últimas eleições presidenciais de Dezembro passado, tendo classificado o processo como “bem-sucedido” após a implementação do roteiro de transição política no país.
O Conselho de Paz e Segurança do bloco africano saudou em comunicado a eleição presidencial ganha pelo general Mamadi Doumbouya no final de Dezembro, e anunciou que “decidiu retirar a suspensão da participação da República da Guiné nas actividades da UA”.
Doumbouya tomou posse no último fim-de-semana como Presidente da Guiné-Conacri, terminando as suas funções de chefe do Governo de transição após mais de quatro anos.
Entretanto, a sociedade civil em Conacri disse que as eleições foram uma farsa. Na mesma linha, os candidatos da oposição afirmaram que a votação foi repleta de irregularidades.
Disputas entre os guineenses, o facto é que Conacri está de volta à União Africana.